quarta-feira, 13 de abril de 2011

Vírgula

Não sei acontece com vocês, mas às vezes eu vou escrevendo e escrevendo, ora compulsivamente, ora preguiçosamente e continuo juntando palavras que nem sempre combinam ou que não fazem sentido na frase e vou me atropelando e as ideias vão surgindo umas atrás das outras e tudo fica meio sem sentido porque parece que eu falo de tudo e ao mesmo tempo não estou dizendo nada, mas jogo vírgulas no meio para poder fazer algumas pausas para respirar e continuar na mesma frase, ainda que ela já não faça sentido porque depois de tanta coisa que se disse fica complicado fazer só pequenas pausas porque uma só vírgula não é suficiente para dar tempo de organizar ideias porque a gente precisa de bem mais que uma virgula para respirar direito e eu fico achando que, tanto na escrita como no dia a dia fica feio adiar o fim com vírgulas, reticências, parênteses e outros recursos gramaticais porque, às vezes, tudo o que o texto pede (e que a gente bem precisa) é um ponto final.


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