quarta-feira, 13 de abril de 2011

Coisas de mulher

Eu morro de inveja de gente que acorda cedo. Eu fico até o último minuto na cama, enrolada nos lençóis adiando eternamente o despertador por mais 5 minutos, até ter que acordar em sobressalto porque já passou da hora.


Acho o máximo aquela gente que chega no trabalho toda bonitinha, maquiada e com o ar mais fresco e belo do mundo. E eu? Descabelada, com cara de ontem e com a primeira roupa que eu vi no armário. Por isso é que eu uso sempre as mesmas coisas. Eu sujo, lavo, ponho por cima da pilha de roupa limpa. Depois só visto aquilo. 



De vez em quando eu resolvo fazer umas escavações arqueológicas no meu armário. Abro acampamento, e entre as roupas de todos os dias encontro peças do período paleolítico. 



Aí é razão para comemorar. Hora de se produzir para comemorar a roupa recém descober e que - felicidade! - ainda cabe.



A minha maquiagem é muito simples. Não abdico de blush, lápis de olho e corretor de olheiras. Depois uma sombra para os olhos, normalmente em tons de dourado, e o rímel. Gente, eu acho que rimel não faz a menor diferença. Ou talvez seja que eu só tenho rímel vagabundo, sei lá. Mas eu passo porque foi assim que mamãe ensinou. 



Por fim, a "Pièce de résistance": o delineador preto. Sou apaixonada por olhos bem pretos desde que teve aquela novela, O Clone. A Jade tinha os olhos super carregados e eu sempre achei isso o máximo. Mas entre achar o máximo e conseguir reproduzir isso em mim se passaram uns anos.



Só ano passado eu aprendi a passar o delineador sem parecer que uma criança de três anos andou brincando com tinta guache na minha cara. Mas agora eu saio felizona, de olho pretão e miacabo na noite.



É... eu também morro de inveja de quem chega em casa às tantas da manhã e vai tirar a maquiagem. Eu só vou dormir. No dia seguinte eu acordo, vou escovar os dentes... E é mais ou menos essa cara que me olha de volta no espelho:


Vírgula

Não sei acontece com vocês, mas às vezes eu vou escrevendo e escrevendo, ora compulsivamente, ora preguiçosamente e continuo juntando palavras que nem sempre combinam ou que não fazem sentido na frase e vou me atropelando e as ideias vão surgindo umas atrás das outras e tudo fica meio sem sentido porque parece que eu falo de tudo e ao mesmo tempo não estou dizendo nada, mas jogo vírgulas no meio para poder fazer algumas pausas para respirar e continuar na mesma frase, ainda que ela já não faça sentido porque depois de tanta coisa que se disse fica complicado fazer só pequenas pausas porque uma só vírgula não é suficiente para dar tempo de organizar ideias porque a gente precisa de bem mais que uma virgula para respirar direito e eu fico achando que, tanto na escrita como no dia a dia fica feio adiar o fim com vírgulas, reticências, parênteses e outros recursos gramaticais porque, às vezes, tudo o que o texto pede (e que a gente bem precisa) é um ponto final.


Minha paixão, um sentimento !

"Ser COLORADO não é torcer por um time: é um estado de vida...Um modo de ser diferenciado. Muitos torcem por um clube; nós cremos numa religião. Nós acreditamos numa entidade superior.Ser COLORADO é ter uma única PAIXÃO, é sempre sonhar com um amanhã melhor...e mesmo que este sonho leve muitos anos esta legião aumentará cada vez mais. pois para cada sonho frustrado sempre haverá um e mais um novo.E como toda religião de fé, o INTERNACIONAL nunca acabará, pois jamais deixaremos de ter SONHOS.Eis o porquê de lotarmos sempre o GIGANTE mesmo quando a situação é adversa, pois como disse antes: um dia os novos sonhos se tornarão REALIDADE e aí teremos que SONHAR NOVAMENTE.


#3 Mundial em boas mãos (15/12/2006) – Os mais chegados certamente preferem lembrar que eu titubeei como nunca, considerando a hipótese de viajar ao Japão e acompanhar o Inter naquela que viria a ser sua maior conquista. Acabei assistindo ao duelo contra o Barça no sofá de casa, onde permaneci sentado longos minutos após o gol de Gabiru. Estava tão inebriado que não consegui vibrar. Nem o Narazaki acreditou quando me ligou, após a partida, e não viu alterações no meu tom de voz…
Um dia antes, registrei no blog meu único texto referente ao jogo-símbolo do centenário. Numa visão superficial, poderia ser interpretado como um “podemos ganhar, mas se perdermos, tudo bem”. Pelo simples fato de me declarar fã do azul-grená da Catalunha. Enfim, já sabemos o final dessa história: independente das cores, levantar a taça e dizer “chupa Ronaldinho” não tem preço nem adjetivos.