quarta-feira, 13 de abril de 2011

Coisas de mulher

Eu morro de inveja de gente que acorda cedo. Eu fico até o último minuto na cama, enrolada nos lençóis adiando eternamente o despertador por mais 5 minutos, até ter que acordar em sobressalto porque já passou da hora.


Acho o máximo aquela gente que chega no trabalho toda bonitinha, maquiada e com o ar mais fresco e belo do mundo. E eu? Descabelada, com cara de ontem e com a primeira roupa que eu vi no armário. Por isso é que eu uso sempre as mesmas coisas. Eu sujo, lavo, ponho por cima da pilha de roupa limpa. Depois só visto aquilo. 



De vez em quando eu resolvo fazer umas escavações arqueológicas no meu armário. Abro acampamento, e entre as roupas de todos os dias encontro peças do período paleolítico. 



Aí é razão para comemorar. Hora de se produzir para comemorar a roupa recém descober e que - felicidade! - ainda cabe.



A minha maquiagem é muito simples. Não abdico de blush, lápis de olho e corretor de olheiras. Depois uma sombra para os olhos, normalmente em tons de dourado, e o rímel. Gente, eu acho que rimel não faz a menor diferença. Ou talvez seja que eu só tenho rímel vagabundo, sei lá. Mas eu passo porque foi assim que mamãe ensinou. 



Por fim, a "Pièce de résistance": o delineador preto. Sou apaixonada por olhos bem pretos desde que teve aquela novela, O Clone. A Jade tinha os olhos super carregados e eu sempre achei isso o máximo. Mas entre achar o máximo e conseguir reproduzir isso em mim se passaram uns anos.



Só ano passado eu aprendi a passar o delineador sem parecer que uma criança de três anos andou brincando com tinta guache na minha cara. Mas agora eu saio felizona, de olho pretão e miacabo na noite.



É... eu também morro de inveja de quem chega em casa às tantas da manhã e vai tirar a maquiagem. Eu só vou dormir. No dia seguinte eu acordo, vou escovar os dentes... E é mais ou menos essa cara que me olha de volta no espelho:


Vírgula

Não sei acontece com vocês, mas às vezes eu vou escrevendo e escrevendo, ora compulsivamente, ora preguiçosamente e continuo juntando palavras que nem sempre combinam ou que não fazem sentido na frase e vou me atropelando e as ideias vão surgindo umas atrás das outras e tudo fica meio sem sentido porque parece que eu falo de tudo e ao mesmo tempo não estou dizendo nada, mas jogo vírgulas no meio para poder fazer algumas pausas para respirar e continuar na mesma frase, ainda que ela já não faça sentido porque depois de tanta coisa que se disse fica complicado fazer só pequenas pausas porque uma só vírgula não é suficiente para dar tempo de organizar ideias porque a gente precisa de bem mais que uma virgula para respirar direito e eu fico achando que, tanto na escrita como no dia a dia fica feio adiar o fim com vírgulas, reticências, parênteses e outros recursos gramaticais porque, às vezes, tudo o que o texto pede (e que a gente bem precisa) é um ponto final.


Minha paixão, um sentimento !

"Ser COLORADO não é torcer por um time: é um estado de vida...Um modo de ser diferenciado. Muitos torcem por um clube; nós cremos numa religião. Nós acreditamos numa entidade superior.Ser COLORADO é ter uma única PAIXÃO, é sempre sonhar com um amanhã melhor...e mesmo que este sonho leve muitos anos esta legião aumentará cada vez mais. pois para cada sonho frustrado sempre haverá um e mais um novo.E como toda religião de fé, o INTERNACIONAL nunca acabará, pois jamais deixaremos de ter SONHOS.Eis o porquê de lotarmos sempre o GIGANTE mesmo quando a situação é adversa, pois como disse antes: um dia os novos sonhos se tornarão REALIDADE e aí teremos que SONHAR NOVAMENTE.


#3 Mundial em boas mãos (15/12/2006) – Os mais chegados certamente preferem lembrar que eu titubeei como nunca, considerando a hipótese de viajar ao Japão e acompanhar o Inter naquela que viria a ser sua maior conquista. Acabei assistindo ao duelo contra o Barça no sofá de casa, onde permaneci sentado longos minutos após o gol de Gabiru. Estava tão inebriado que não consegui vibrar. Nem o Narazaki acreditou quando me ligou, após a partida, e não viu alterações no meu tom de voz…
Um dia antes, registrei no blog meu único texto referente ao jogo-símbolo do centenário. Numa visão superficial, poderia ser interpretado como um “podemos ganhar, mas se perdermos, tudo bem”. Pelo simples fato de me declarar fã do azul-grená da Catalunha. Enfim, já sabemos o final dessa história: independente das cores, levantar a taça e dizer “chupa Ronaldinho” não tem preço nem adjetivos.


terça-feira, 22 de março de 2011

Apertos no peito e dias de chuva



Pode me chamar de louca, mas sempre gostei da chuva. O barulho faz bem para os meus ouvidos, o cheiro me agrada, os pingos no rosto fazem com que eu me sinta viva. Quando eu era criança gostava de ficar olhando pela janela, com certa melancolia no olhar, a chuva que insistia em cair e molhar uma árvore com folhas amarelas que tinha na frente da minha casa. No meio disso, meu pensamento ia longe, se perdia, depois voltava para mim cheio de histórias para contar.
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Uma vez, peguei um temporal na praia. Foi forte, foi feio, foi assustador. Imagine você, sua família, uma praia deserta, uma noite em que tudo pode acontecer e raios ali bem perto, do seu lado. Pânico. Achei que ia morrer. Mas sobrevivi, sobrevivemos. Durante muito tempo fiquei com medo dos temporais. Hoje em dia eles me fascinam. Fico olhando cada raio, cada nuvem preta, cada relâmpago. É bem verdade que dou muitos pulos por causa dos trovões - eles me pegam de surpresa e me amedrontam, confesso. Mas os temporais são bonitos, pelo menos pra mim. É a natureza gritando, se expressando, dizendo ei-olha-pra-mim.
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Você, quando está brabo, grita. Eu, quando estou nervosa, tenho ataque. A natureza, quando se rebela ou tá a fim de uma confusão, manda um temporal e dá o seu showzinho particular. Eu gosto. É claro que fico com pena de quem não tem onde morar, de quem está vagando pela rua, de quem morre atingido por um raio, de quem tem a casa inundada, dos deslizamentos, das mortes, de tudo isso. Não pense que não tenho coração. Por favor, tire a parte negativa, as enchentes, a falta de luz, os contratempos, o caos na vida e no trânsito. Vamos nos fixar na beleza dos temporais. Eles são, sim, bonitos. Assustadores, mas bonitos. Dão apertos no peito, mas possuem uma beleza exótica.
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A chuva sempre me fez refletir. Sei lá, penso em tudo. Passado, presente, futuro. Planos rabiscados, sonhos entalados na garganta, vontades pela metade, coisas assim. Todo mundo tem pedaços soltos. Fico pensando em tudo que eu quis um dia. Em tudo que deu certo. Em tudo que modifiquei. Em tudo que ainda quero. Em todas as saudades que sinto.

quinta-feira, 10 de março de 2011

"Hoje nos encontramos numa fase nova na humanidade. Todos estamos regressando à Casa Comum, à Terra: os povos, as sociedades, as culturas e as religiões. Todos trocamos experiências e valores. Todos nos enriquecemos e nos completamos mutuamente. (...)
(...) Vamos rir, chorar e aprender. Aprender especialmente como casar Céu e Terra, vale dizer, como combinar o cotidiano com o surpreendente, a imanência opaca dos dias com a transcendência radiosa do espírito, a vida na plena liberdade com a morte simbolizada como um unir-se com os ancestrais, a felicidade discreta nesse mundo com a grande promessa na eternidade. E, ao final, teremos descoberto mil razões para viver mais e melhor, todos juntos, como uma grande família, na mesma Aldeia 
Comum, generosa e bela, o planeta Terra."

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Mágramática



Todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser
Todo verbo é livre para ser direto ou indireto
Nenhum predicado será prejudicado
Nem tampouco a frase, nem a crase
Nem a vírgula e ponto final
Afinal, a má gramática da vida
Nos põe entre pausas
Entre vírgulas
E estar entre vírgulas
Pode ser aposto
E eu aposto o oposto
Que vou cativar a todos
Sendo apenas um sujeito simples
Um sujeito e sua visão
Sua pressa e sua prece
Que enxerguemos o fato
De termos acessórios para a nossa oração
Adjuntos ou separados
Nominais ou não
Façamos parte do contexto
Sejamos todas as capas de edição especial
Mas, porém, contudo, todavia
Sejamos também a contracapa
Porque ser a capa e ser contracapa
É a beleza da contradição
É negar a si mesmo
E negar-se a si mesmo
É muitas vezes encontrar-se com Deus
Com o teu Deus
Senhoras e Senhores
Que nesse momento em que cada um se encontra agora
Um possa se encontrar ao outro
E o outro no um
Até por que
Tem horas que a gente se pergunta...
Porque é que não se junta tudo numa coisa só?

Viva a Vida .

Por muito tempo eu pensei que a minha vida fosse,
 se tornar uma vida de verdade.
Mas sempre havia um obstáculo no caminho, 
algo a ser ultrapassado antes de começar a viver. 
Um trabalho não terminado, uma conta a ser paga.
Aí sim, a vida de verdade começaria. 
Por fim, cheguei a conclusão de que esses obstáculos
 eram a minha vida de verdade. 
Essa perspectiva tem me ajudado a ver que 
não existe um caminho para a felicidade. 
A felicidade é o caminho! 
Assim, aproveite todos os momentos que você tem. 
E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, 
especial o suficiente para passar seu tempo; 
e lembre-se que o tempo não espera ninguém. 
Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade,
- até que você volte para a faculdade;
- até que você perca 5 quilos;
- até que você ganhe 5 quilos;
- até que você tenha tido filhos;
- até que seus filhos tenham saído de casa;
- até que você se case;
- até que você se divorcie;
- até sexta à noite;
- até segunda de manhã;
- até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova;
- até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos;
- até o próximo verão, outono, inverno;
- até que você esteja aposentado;
- até que a sua música toque;
 ..não há hora melhor para ser feliz do que AGORA MESMO....
- Lembre-se: Felicidade é uma viagem, não um destino"

Namorar *------*


Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, nos bares, levanta
os braços, sorri e dispara: ´eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e
todo mundo é meu também´.
No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos
descompromissados, os adeptos da geração ´tribalista´ se dirigem aos
consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e
reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição.
A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu.
Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso
comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como:
não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.
Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor.
Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser
cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia
para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e
receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter ´alguém para amar´.. Somos livres para optarmos! E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento...

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Desejo : )



Desejo primeiro, que você ame, e que amando, também seja amado. E que se não for, seja. Desejo primeiro, que você ame, e que amando, também seja amado. E que se não for, seja breve em esquecer e esquecendo não guarde magóa. Desejo pois, que não seja assim, mas se for, saiba ser sem desesperar. 

Desejo também que tenha amigos, que mesmo maus e inconseqüentes, sejam corajosos e fiéis, e que em pelo menos num deles você possa confiar sem duvidar, E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos; Nem muitos, nem poucos, mas na medida exata para que, algumas vezes, você se interpele a respeito de suas próprias certezas. E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiado seguro. 

Desejo depois que você seja útil, mas não insubstituível. E que nos maus momentos, quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você de pé. 

Desejo ainda que você seja tolerante; não com os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com os que erram muito e irremediavelmente, e que fazendo bom uso dessa tolerância, você sirva de exemplo aos outros. 
Desejo que você sendo jovem não amadureça depressa demais, e que sendo maduro, não insista em rejuvenescer e que sendo velho não se dedique ao desespero. Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e é preciso deixar que eles escorram por entre nós. 
Desejo por sinal que você seja triste; não o ano todo, mas apenas um dia. Mas que nesse dia descubra que o riso diário é bom; o riso habitual é insosso e o riso constante é insano. 
Desejo que você descubra, com o máximo de urgência, acima e a despeito de tudo, que existem oprimidos, injustificados e infelizes, e que estão à sua volta. 
Desejo ainda que você afague um gato, alimente um cuco e ouça o João-de-barro erguer triunfante o seu canto matinal; porque assim, você se sentirá bem por nada. 
Desejo também que você plante uma semente, por mais minúscula que seja, e acompanhe o seu crescimento, para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore. 
Desejo outrossim, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático. E que pelo menos uma vez por ano coloque um pouco dele na sua frente e diga "Isso é meu", só para que fique bem claro quem é o dono de quem. 
Desejo também que nenhum dos seus afetos morra, por ele e por você, mas que se morrer, você possa chorar sem se lamentar e sofrer sem se culpar. 
Desejo por fim que você sendo um homem, tenha uma boa mulher, e que sendo uma mulher, tenha um bom homem e que se amem hoje, amanhã e no dia seguinte, e quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda haja amor para recomeçar. 

E se tudo isso acontecer, não tenho nada mais a te desejar.  breve em esquecer e esquecendo não guarde magoa. Desejo pois, que não seja assim, mas se for, saiba ser sem desesperar. 

Desejo também que tenha amigos, que mesmo maus e inconseqüentes, sejam corajosos e fiéis, e que em pelo menos num deles você possa confiar sem duvidar, E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos; Nem muitos, nem poucos, mas na medida exata para que, algumas vezes, você se interpele a respeito de suas próprias certezas. E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiado seguro. 


E se tudo isso acontecer, não tenho nada mais a te desejar. 

Desejo ajudar...

"Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício.
Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja.
Gostaria de ajudar, se possível, judeus, gentios, negros, brancos...
Todos nós desejamos ajudar uns aos outros.
Os seres humanos são assim.
Desejamos viver para a felicidade do próximo, não para seu infortúnio.
Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros?
Neste mundo há espaço para todos.
A terra que é boa e rica, pode prover a todas as necessidades.
Caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém, nos extraviamos.
A cobiça envenenou a alma das pessoas...
Levantou no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e a morte.
Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela.
A máquina que produz abundância, tem-nos deixado em penúrias.
Nossos conhecimentos fazem-nos céticos; nossa inteligência em pessoas duras e cruéis.
Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que máquinas, precisamos de humanidade.
Mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura.
Sem essas feições a vida será de violência e tudo será perdido.
A aviação e o rádio aproximam-nos muito mais.
A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade da pessoa humana, um apelo à fraternidade universal, à união de todos nós.
Neste mesmo instante minha voz chega a milhões de pessoas por este mundo afora.
Milhões de desesperados, homens e mulheres, criancinhas, vítimas de um sistemas que tortura seres humanos e encarcera inocentes.
Aos que me podem ouvir, eu digo: "Não se desesperem!"
A desgraça que tem caído sobre nós não é mais produto da cobiça em agonia, da amargura de pessoas que temem o avanço do processo humano.
As pessoas que odeiam desaparecerão.
Os ditadores sucumbirão e o poder que do povo foi roubado há de retornar ao povo.
E assim, enquanto morrem pessoas, a liberdade nunca perecerá.
Companheiros, não vos entregueis a seres humanos brutais que vos desprezam, que vos escravizam, que arregimentam as vossas vidas, que ditam os vossos atos, as vossas idéias, os vossos sentimentos!
Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano, que vos utilizam como carne para canhão!
Não sois máquinas! Pessoas é que sois!
E, com amor da humanidade em vossas almas!
Não odieis!
Só odeiam os que não se fazem amar, os inumanos.
Companheiros, não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade!
No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro de vós todos! Vós, o povo, tendes o poder - o poder de criar máquinas.
O poder de criar felicidade!
Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... e fazê-la uma aventura maravilhosa.
Portanto, em nome da democracia, usemos deste poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom, que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê fruto à mocidade e segurança à velhice.
É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder.
Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem.
Jamais o cumprirão!
Os ditadores liberam-se, porém, escravizam o povo.
Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência.
Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à aventura de todos nós.
Em nome da democracia, unamo-nos.
Hannah, estás me ouvindo?
Onde te encontres, levanta os olhos!
Vês, Hannah?
O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam!
Estamos saindo das trevas para a luz!
Vamos entrando num mundo novo.
Um mundo melhor, em que as pessoas estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade.
Ergue os olhos, Hannah!
A alma das pessoas ganhou asas e afinal começa a voar.
Voar para o arco-íris, para a luz da esperança.
Ergue os olhos Hannah!
Ergue os olhos!" 


Não posso dizer quem sou usando apenas uma palavra 

Nem mesmo uma única frase

As palavras que expressam quem sou não cabem nesse espaço
Não sou nada
Mas ao mesmo tempo sou um monte de coisas
Sou um pouco de alegria misturado com tristeza
Sou um pouco de dor
Um pouco de solidão
Um pouco do que os meus amigos me ensinaram a ser
Do que os meus inimigos me fizeram aprender
Um pouco da minha família
Um pouco da religião
Ódio, amor e paixão
Sou um pedaço de mágoa e uma medida de perdão
Sou uma pessoa comum…
Simples…
Como qualquer outro
Que sorri e chora nos momentos em que precisar…

O retrato de Mónica

Mónica é uma pessoa tão extraordinária que consegue simultaneamente: ser boa mãe de família, ser chiquíssima, ser dirigente da “Liga Internacional das Mulheres Inúteis”, ajudar o marido nos negócios, fazer ginástica todas as manhãs, ser pontual, ter imensos amigos, dar muitos jantares, ir a muitos jantares, não fumar, não envelhecer, gostar de toda a gente, gostar dela, dizer bem de toda a gente, toda a gente dizer bem dela, colecionar colheres do séc. XVII, jogar golfe, deitar-se tarde, levantar-se cedo, comer iogurte, fazer ioga, gostar de pintura abstracta, ser sócia de todas as sociedades musicais, estar sempre divertida, ser um belo exemplo de virtudes, ter muito sucesso e ser muito séria.

Tenho conhecido na vida muitas pessoas parecidas com a Mónica. Mas são só a sua caricatura. Esquecem–se sempre ou do ioga ou da pintura abstrata.
Por trás de tudo isto há um trabalho severo e sem tréguas e uma disciplina rigorosa e constante. Pode-se dizer que Mónica trabalha de sol a sol.
De fato, para conquistar todo o sucesso e todos os gloriosos bens que possui, Mónica teve que renunciar a três coisas: à poesia, ao amor e à santidade.
A poesia é oferecida a cada pessoa só uma vez e o efeito da negação é irreversível. O amor é oferecido raramente e aquele que o nega algumas vezes depois não o encontra mais. Mas a santidade é oferecida a cada pessoa de novo cada dia, e por isso aqueles que renunciam à santidade são obrigados a repetir a negação todos os dias.
Isto obriga Mónica a observar uma disciplina severa. Como se diz no circo, “qualquer distração pode causar a morte do artista”. Mónica nunca tem uma distracção. Todos os seus vestidos são bem escolhidos e todos os seus amigos são úteis. Como um instrumento de precisão, ela mede o grau de utilidade de todas as situações e de todas as pessoas. E como um cavalo bem ensinado, ela salta sem tocar os obstáculos e limpa todos os percursos. Por isso tudo lhe corre bem, até os desgostos.
Os jantares de Mónica também correm sempre muito bem. Cada lugar é um emprego de capital. A comida é ótima e na conversa toda a gente está sempre de acordo, porque Mónica nunca convida pessoas que possam ter opiniões inoportunas. Ela põe a sua inteligência ao serviço da estupidez. Ou, mais exatamente: a sua inteligência é feita da estupidez dos outros. Esta é a forma de inteligência que garante o domínio. Por isso o reino de Mónica é sólido e grande.
Ela é íntima de mandarins e de banqueiros e é também íntima de manicures, caixeiros e cabeleireiros. Quando ela chega a um cabeleireiro ou a uma loja, fala sempre com a voz num tom mais elevado para que todos compreendam que ela chegou. E precipitam-se manicures e caixeiros. A chegada de Mónica é, em toda a parte, sempre um sucesso. Quando ela está na praia, o próprio Sol se enerva.
O marido de Mónica é um pobre diabo que Mónica transformou num homem importantíssimo. Deste marido maçador Mónica tem tirado o máximo rendimento. Ela ajuda-o, aconselha-o, governa-o. Quando ele é nomeado administrador de mais alguma coisa, é Mónica que é nomeada. Eles não são o homem e a mulher. Não são o casamento. São, antes, dois sócios trabalhando para o triunfo da mesma firma. O contrato que os une é indissolúvel, pois o divórcio arruína as situações, mundanas. O mundo dos negócios é bem-pensante.
É por isso que Mónica, tendo renunciado à santidade, se dedica com grande dinamismo a obras de caridade. Ela faz casacos de tricot para as crianças que os seus amigos condenam à fome. Às vezes, quando os casacos estão prontos, as crianças já morreram de fome. Mas a vida continua. E o sucesso de Mónica também. Ela todos os anos parece mais nova. A miséria, a humilhação, a ruína não roçam sequer a fímbria dos seus vestidos. Entre ela e os humilhados e ofendidos não há nada de comum.
E por isso Mónica está nas melhores relações com o Príncipe deste Mundo. Ela é sua partidária fiel, cantora das suas virtudes, admiradora de seus silêncios e de seus discursos. Admiradora da sua obra, que está ao serviço dela, admiradora do seu espírito, que ela serve.
Pode-se dizer que em cada edifício construído neste tempo houve sempre uma pedra trazida por Mónica.
Há vários meses que não vejo Mónica. Ultimamente contaram-me que em certa festa ela estivera muito tempo conversando com o Príncipe deste Mundo. Falavam os dois com grande intimidade. Nisto não há evidentemente nenhum mal. Toda a gente sabe que Mónica é seriíssima e toda a gente sabe que o Príncipe deste Mundo é um homem austero e casto.
Não é o desejo do amor que os une. O que os une é justamente uma vontade sem amor.
E é natural que ele mostre publicamente a sua gratidão por Mónica. Todos sabemos que ela é o seu maior apoio, o mais firme fundamento do seu poder.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Vida ~~*

nem sempre meu sorriso foi verdadeiro, 
nem sempre as escolhas que fiz foram as corretas,
nem sempre as pessoas que escolhi permaneceram do meu lado,
nem sempre meu sonho se realizou, 
nem sempre minha opinião foi aceita, 
nem sempre fiz o que quis.
- não vivemos exatamente o que sonhamos, 
vivemos o que cativamos, o que nos foi guardado, 
o que merecemos. geralmente sofremos quando esperamos algo de alguém; 
o ideal é não esperar nada de ninguém, e se surpreender com cada ato, 
- cada inesperado tão esperado ocultamente. 
esquecemos que estes são humanos, e como tal, erram. 
- todos nós somos felizes e pra todos nós o sol continua brilhando. 
- devemos saber perder. devemos viver e aproveitar o que nos foi oferecido,
 sem mais demais, e apesar de todos os a pesares.





terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Arriscar-se ; *

“Porque quando fecho os olhos, é você quem eu vejo; aos lados, em cima, embaixo, por fora e por dentro de mim.
Dilacerando felicidades de mentira, desconstruindo tudo o que planejei, abrindo todas as janelas para um mundo deserto. É você quem sorri, morde o lábio, fala grosso, conta histórias, me tira do sério, faz ares de palhaço, pinta segredos, ilumina o corredor por onde passo todos os dias.
É agora que quero dividir maçãs, achar o fim do arco-íris, pisar sobre estrelas e acordar serena. É para já que preciso contar as descobertas, alisar seu peito, preparar uma massa, sentir seus cílios. “Claro, o dia de amanhã cuidará do dia de amanhã e tudo chegará no tempo exato. Mas e o dia de hoje?” Não quero saber de medo, paciência, tempo que vai chegar. Não negue, apareça. Seja forte. Porque é preciso coragem para se arriscar num futuro incerto. Não posso esperar.
Tenho tudo pronto dentro de mim e uma alma que só sabe viver presentes. Sem esperas, sem amarras, sem receios, sem cobertas, sem sentido, sem passados. É preciso que você venha nesse exato momento. Abandone os antes. Chame do que quiser. Mas venha. Quero dividir meus erros, loucuras, beijos, chocolates…
Apague minhas interrogações.Por que estamos tão perto e tão longe? Quero acabar com as leis da física, dois corpos ocuparem o mesmo lugar! Não nego. Tenho um grande medo de ser sozinha. Não sou pedaço. Mas não me basto.”
- Caio Fernando Abreu.
CORRER RISCOS

Rir é correr risco de parecer tolo.
Chorar é correr o  risco de parecer sentimental.
Estender a mão é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.
Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.
Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver é correr o risco de morrer.
Confiar é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de fracassar.
Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada.
Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada.
Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem.
Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.

Somente a pessoa que corre riscos é livre!

Seneca - orador Romano





segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Uma prova de amor ,°

Hoje foi um dia bem preguiçoso. Acordamos tarde, pois haviam chegado meus tios e minhas primas. Estavam retornando da praia. Tomanos um belo café da manhã e tentamos organizar um pouco a bagunça da casa. Almoçamos e tarde jogamos um baralho, no qual eu perdi (isto acontece sempre). Já a noite comemos pizza feita pela Jé, e estavam deliciosas, logo após do BBB assistimos um filme. Mas não é um filme qualquer. É um drama em que vale pena assistir. O filme conta a história de garota chamada Kate que tem leucemia diagnosticada. Vem de uma família simples e normal, sua mãe chama Sarah e seu pai Brian. E seu irmão Jesse. São pessoas honestas, que trabalham para dar uma vida digna a seus filhos.  Ele é um simples bombeiro e ela uma advogada renomada. Apesar do esforço tentando pelos pais, sua mãe deixou de seu emprego para dedicar-se somente ao tratamento da doença de sua filha. Como não há muito tratamento para esta doença o casal teve que realizar a fertilização in vitro, um bebê proveta, para tentar buscar a cura a Kate. O bebê é chamado de Ana, uma meninha que nasceu para ajudar sua irmã. Doou sangue, médula óssea e células. Mas a única chance de recuperação para Kate é a doação de um rim. Como já havia passado bastante tempo Ana não quis doar seu rim, pois queria ter independência médica. Resolveu entrar com um processo contra seus pais. O filme além de retratar um conflito familiar, mostra também a dor e sofrimento de quem possui o cancer leucemico. Cada etapa do tratamento, como a perda de cabelos, ansias, viver em um hospital diariamente, as hemodialises e quimioterapias. Tudo isso é questionado com muita emoção. Apesar dessa grande dificuldade, Kate, consegue viver a vida com um sorriso enorme, buscando a alegria todos os dias, nos pequenos detalhes, deixando cada segundo de sua vida especiais. Ela vive um romance com Taylor, um jovem que possui também leucemia. Os dois vivem uma paixão eterna, que durará para sempre! - Kate ainda vai a praia, realizado um de seus desejos. Mas como não conseguiu realizar a cirugia de doação dos rins Kate faleceu com seus 15 anos de pura juventude. Morreu feliz , pois estava ao lado de sua família. HIHI , * - SORRIA , CHORE, CANTE, DANCE, VIBRE COM SUAS CONQUISTAS, JAMAIS DESISTA E DESANIME DE SEUS SONHOS, SEJA FELIZ ! E se estiver passando por qualquer doença, tenha na recuperação. Ah, e eu chorei com este filmee. Se te emocionar chore.


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Romances !



Amoor ! - Qual sua definição para o sentimento chamado AMOR 
O amor é um sentimento muito forte, que enlouquece a nossa vida, faz nosso coração bater a ponto de explodir. É uma transfusão de alegria, o AMOR é tudo ! Quando encontramos o amor tornamos pessoas mais felizes, sorrimos do primeiro dente ao último, agimos com leveza, falamos com suavidade, pulamos de alegria, nos emocioanamos com bobagens, ficamos horas no telefone falando abobrinhas românticas, se derretemos por qualquer motivo. Sonhamos com o futuro próximo, desenhamos nossos filhos, ficamos obcecados pela pessoa, passamos todo o tempo juntos, não se desgrudamos. Vivemos inteiramente para essa pessoa. Escutamos as músicas mais românticas do planeta, voamos na imaginação, saltitamos em vez de correr, amamos verdadeiramente, os segundos do dia se tornam especiais, pensamos que ha somente pessoas boas no mundo, sentimo-nos protegidos de tudo, nossos medos desaparecem, as pernas tremem e gelam completamente, as mãos suam sem igual, o amor é inexplicado! Acontece e gera turbilhões de felicidade, mas acaba também.): É um sentimento raro, portanto devemos cuidá-lo bem ! Ame e seja amada.   

Terapiaa ,

Terapia? Faço sim, ao pé da pia. Lavar a louça é uma terapia alternativa muito eficaz, pois quando estamos com a cabeça cheia de bobagens, aqueles pensamentos inúteis, pega-se uma esponja, um sabão fedorento ou um detergente e comece lavar aquele monte de louças sujas empilhadas em cima da pia para ver se todas aquelas bobagens saem da sua cabeça. O ralo da pia absorve todos os seus problemas e dúvidas. As inquietações ficam todas no cano da pia. Dessa forma você limpa sua mente e ainda ajuda sua mãe nas tarefas de casa. Quando se lava uma louça, varre-se a cozinha ou lava-se um enorme tanque de roupas sujas pode ser a ajuda dos seus prloblemas. A vida prática pode salvar-nos da loucura. A falta de um trabalho ou de tarefas a cumprir nos transforma em pessoas futéis, a criatividade fica escassa, cria-se problemas inexistentes. A pia lotada de louça e um tanque transbordando de roupas sujas é uma salvação para seus pensamentos idiotas.  A loucura tem a ver com o excesso, como o tempo livre. O mundo atual exige muita cobrança, indagações, valores, devido a isso, quando usamos nosso precioso tempo para uma concentração especifica , como lavar a louça, o tempo serve para descanso e os pensamentos florecem. Mesmo que possuimos uma rotina bem rigida, com grandes tarefas no nosso dia-a-dia, imagina-se em que podemos passar a manhã inteira enrolada em um cobertor, ficar a o dia inteiro na frente da televisão sem preocupações, não precisar ir ao mercado ou realizar qualquer trabalho em seu dia, piramos na batatinha de tanto tédio. A preguiça rola solta. Portanto devemos nos ocupar-se, mesmo se estivermos em férias. Uma ajuda a sua mãe é sempre bom. Não desperdiçe seu tempo com besteiras, e se ocorrer uma tristeza ou uma raiva danada no seu valioso dia, arranje um avental, amarre na sua cinturinha bunitinha e lave aquela pilha de louças. A sua sanidade mental vai voltar !